pulverizadores agrícolas: saiba tudo sobre esse equipamento

Pulverizadores agrícolas: saiba tudo sobre esse equipamento

16 / nov / 2019 | Deixe seu comentário

O papel dos pulverizadores agrícolas na agricultura é fundamental. Uma boa safra está diretamente relacionada ao controle de pragas, doenças e insetos, assim como depende da ação de nutrientes que garantam a fertilização adequada do plantio.

A tecnologia desenvolvida para o aperfeiçoamento de pulverizadores tem promovido avanços inovadores em benefício do produtor agrícola.

Nas próximas linhas, vamos destacar tudo o que você precisa saber sobre essa ferramenta tão importante para um cultivo eficiente. Acompanhe!

Qual a função dos pulverizadores agrícolas?

Basicamente, pulverizar significa distribuir uma substância líquida em partículas minúsculas por sobre a plantação, de modo a garantir a cobertura e o alvo adequados. O principal objetivo, portanto, é fazer com que os produtos químicos (herbicidas, fungicidas, inseticidas etc) sejam distribuídos na mesma medida e em uma quantidade correta nos locais-alvo.

Esses produtos são comercializados na forma concentrada e precisam ser diluídos em água para formar a mistura, chamada de “calda”.

Os pulverizadores agrícolas são utilizados não apenas para a aplicação de agrotóxicos, mas também para a nutrição e fertilização da lavoura.

Como era o processo de pulverização antigamente?

O desenvolvimento dos equipamentos de aplicação teve um salto a partir de meados do século XIX.

Antes disso, as técnicas utilizadas consistiam em esfregar ou lavar a planta com o auxílio de panos ou escovas embebidos com a solução química. Era comum também a utilização de alguns tipos de regadores para facilitar a uniformidade da distribuição e a velocidade da aplicação. Outra prática conhecida era a chamada “benzedura”, que consistia em usar espanadores ou vassouras para arremessar os líquidos sobre as plantas.

Foram desenvolvidos equipamentos em que espanadores especiais funcionavam com um mecanismo de bombas e tanques sobre rodas. Passou-se, também, a utilizar seringas, mais tarde aperfeiçoadas com válvulas que possibilitavam o bombeamento intermitente do produto.

A partir daí, as inovações fora aplicadas sobretudo em projetos relacionados à energia da pressão de bombeamento e à eficiência na produção de gotas. A evolução da tecnologia dos bicos proporcionou um aumento significativo na qualidade da pulverizadores agrícolas.

Pulverizadores agrícolas: quais são os tipos de disponíveis no mercado?

Os pulverizadores podem ser manuais, elétricos ou a combustível. Os tipos específicos respondem às necessidades exigidas pelo tamanho da lavoura.

Assim, os manuais, por exemplo, são indicados para áreas pequenas e acabam sendo ineficientes em produções muito grandes. Do mesmo modo, os elétricos servem sobretudo para médias e grandes plantações e perdem a rentabilidade se adotados em áreas menores.

Agora, vamos conhecer os principais tipos de pulverizadores utilizados nos dias de hoje.

Costal

Em função de sua baixa capacidade de armazenamento de calda (no máximo 20l), é indicado para pequenas áreas. A eficiência da aplicação fica condicionada ao trabalho humano e, justamente por isso, é pouco precisa: se o operador for muito lento, pode haver sobredosagem; se for muito rápido, pode haver subdosagem.

Existem dois tipos de pulverizadores costais:

  • manual: é o operador quem aciona a alavanca que controla a pressão da calda que sai do bico.
  • motorizado: possui um sistema elétrico que controla a pressão da calda que sai do bico.

Pistola

Pode ser manual ou elétrico e trabalha, em geral, com ar comprimido. É bastante utilizado na aplicação de produtos fitossanitários em pomares, hortas e jardins pequenos.

De barra

Também conhecido como pulverizador de arrasto, funciona com diversos bicos em paralelo, dispostos em uma barra geralmente adaptada a um trator. É o mais comum no mercado, justamente pela sua praticidade, já que é capaz de promover uma aplicação uniforme e com tempo hábil em propriedades de médio e grande porte, além de ser viável economicamente para boa parte dos produtores.

No entanto, pode ser contraindicado para propriedades pequenas, assim como para lavouras muito grandes em que, na maioria dos casos, a pulverização aérea é mais aconselhável. Do mesmo modo, podem existir condições que inviabilizem o sistema de barras, como por exemplo em terras alagadas ou em terrenos com declive muito acentuado.

Turbopulverizador

Chamado também de atomizador, é indicados para pulverização em culturas arbóreas, pois funciona com base na geração de uma corrente de ar que consegue transportar as gotas até a copa das árvores.

Aéreo

O kit é acoplado à aeronave (aviões e, mais recentemente, helicópteros) o que possibilita aplicações em grandes extensões rurais, principalmente quando o dossel da cultura já está fechado, dificultando o emprego de pulverizadores terrestres. Também é ideal para atuar em áreas irrigadas.

Atualmente, a tecnologia da pulverização aérea tem ganhado força com o desenvolvimento de drones voltados para essa finalidade.

Pulverizadores agrícolas: quais as boas práticas?

Existem certos parâmetros que devem ser respeitados no processo de pulverização. Veja os principais deles na sequência.

Dose: é a quantidade do produto biologicamente ativa que deve ser controlada na solução a ser aplicada.

Volume: refere-se à quantidade de calda utilizada. Está ligado a diversos fatores, como condições climáticas, tipo de planta, tipo de bico etc.

Tamanho da gota: é um parâmetro que está diretamente relacionado à eficácia da penetração do produto nas folhas em condições climáticas e culturas específicas. O diâmetro da gota vai ser determinado pelo tipo de bico escolhido.

Cobertura: diz respeito à quantidade de produto distribuída no processo de pulverização. Depende de uma série de fatores: o tamanho da gota, a densidade da folha, as condições climáticas, a arquitetura da planta.

Pressão: referência de regulagem da vazão e tamanho da gota. É medida pelo manômetro, acessório que acompanha o pulverizador. É influenciada pela temperatura, vento, umidade e o tamanho da gota. Por isso, deve-se ter o cuidado de realizar a aplicação em condições favoráveis.

Deriva: é a quantidade de produto pulverizado que não atinge o alvo.

Temperatura: o ideal é que esteja menor do que 30°C no momento da aplicação.

Vento: o ideal é que esteja menor do que 10km/h no momento da aplicação.

Umidade: o ideal é que esteja maior do que 50% no momento da aplicação.

Tipo de bico: o bico é um acessório fundamental e, portanto, deve ser rigorosamente selecionado conforme a especificidade de cada processo de pulverização. Sua escolha vai ser determinada pela posição do alvo, as condições climáticas, o volume, a cobertura e a posição da área de aplicação.

Pulverizadores agrícolas: como escolher o ideal?

Em consequência da variedade de modelos à disposição, muitas vezes o produtor rural acaba ficando com dúvidas para escolher o pulverizador mais adequado a suas necessidades.

A seguir, separamos algumas dicas que vão lhe ajudar.

Conheça a capacidade do pulverizador agrícola

Antes de comprar o equipamento, informe-se sobre a capacidade de volume do tanque para certificar-se de que ele é compatível com a quantidade de insumos que irá utilizar de acordo com o tamanho de sua plantação.

Avalie o tamanho de sua plantação

A dimensão dá área é o que vai definir a capacidade da máquina a ser adquirida. Obviamente, quanto maior a área, maior deve ser a capacidade de armazenamento do tanque.

Considere a viabilidade econômica do equipamento

Deve-se levar em conta a relação entre o valor da compra e o ganho estimado com a produção. Além disso, é importante considerar aspectos funcionais, como por exemplo a durabilidade do equipamento.

Pulverizadores agrícolas: quais são os cuidados que você deve ter?

Por fim, não deixe de focar a atenção em alguns aspectos que, no saldo final, farão toda a diferença na qualidade se sua pulverização:

  • faça com frequência a manutenção e a limpeza corretas do equipamento;
  • adquira equipamentos de qualidade;
  • use de forma adequada os equipamentos de proteção individual (EPIs);
  • utilize água de boa qualidade;
  • utilize produtos na quantidade certa;
  • respeite a época de aplicação de cada produto;
  • trabalhe com fornecedores que sejam realmente especialistas;
  • procure investir em tecnologia.

Diga para a gente: este conteúdo serviu para responder algumas dúvidas que você tinha sobre pulverizadores agrícolas? Não saia daqui sem deixar seu comentário.

Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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