maquinas agrícolas: as mais utilizadas e as evoluções do maquinário

Máquinas agrícolas: as mais utilizadas e as evoluções do maquinário

17 / jan / 2020 | Deixe seu comentário

A agricultura é uma prática milenar que envolve muita técnica. Com a descoberta de novos implementos e tecnologias agrícolas ao longo do tempo, o trabalho no campo foi sendo facilitado e os resultados se tornaram cada vez melhores. Um dos principais agentes responsáveis por isso foram as máquinas agrícolas, que deram início a fase da agricultura moderna lá em 1850.

E é sobre a evolução das máquinas agrícolas que falaremos neste artigo. Quais são as mais utilizadas hoje e qual a importância do profissional moderno saber operar esse maquinário? Continue lendo para aprender!

A importância do maquinário agrícola

Talvez a maioria das pessoas se lembre das aulas de história sobre os primeiros avanços da evolução da agricultura, mas vamos recapitular brevemente o que ocorreu. No início, tudo se baseava no trabalho manual, de força braçal, com o auxílio de algumas ferramentas, como a enxada, a foice e o forcado. 

A primeira mudança importante nesse sistema de trabalho foi a introdução da tração animal, o que possibilitou a substituição da enxada pelo arado, por exemplo.

Esse foi o começo do processo de facilitação e dinamização do trabalho no campo. Até os dias atuais, muitas foram as descobertas científicas e a influência da tecnologia continua crescendo. Dessa forma, o maquinário agrícola se tornou uma peça intrínseca da produção. 

Amparada pelo uso de fertilizantes sintéticos, pesticidas e por técnicas como a reprodução seletiva, a influência das máquinas está presente em todo o processo, sendo esse conjunto responsável pelo aumento considerável do rendimento das culturas.

Como discutido no artigo sobre o papel da Embrapa, empresa de regulamentação e apoio do agricultor brasileiro, a agricultura moderna é atingida por questões de cunho social, político e ambiental. Isso vai desde discussões sobre a poluição da água e organismos geneticamente modificados, passando por tarifas e subsídios agrícolas, até o uso de biocombustíveis.

Essa preocupação contemporânea com sustentabilidade é uma cobrança que parte do público. A população, por sua vez, cobra as autoridades governamentais por uma responsabilidade ecológica, que é repassada aos produtores. Não por coincidência, essas demandas acabam resultando em adaptações efetivas no maquinário. E elas também beneficiam os próprios agricultores, evitando desperdícios e gastos supérfluos. 

Quais as principais máquinas agrícolas utilizadas?

As máquinas agrícolas também podem ser chamadas de implementos agrícolas. Nesse caso, o termo dá destaque ao equipamento que está sendo acoplado ao trator – o que antigamente seria acoplado a um animal, como mencionamos anteriormente. 

Também há a possibilidade acoplar não peças mecânicas, mas displays como os fabricados pela Ipacol e pela Otmis, com sistemas operacionais que agilizam o trabalho do operador ou até mesmo permitam que ele se ausente. 

Cada um desses equipamentos mecânicos têm suas funções e peculiaridades, é claro. Isso demanda um conhecimento amplo do profissional do campo, por cada tipo precisar de noções específicas para ser manejado. Veja a seguir as principais máquinas utilizadas nas fazendas e para que cada uma delas funciona.

Arado

Uma ferramenta presente desde os primórdios da agricultura, o arado se modernizou ao extremo. Responsável por lavrar (ou seja, arar) a terra, revolvendo-a com o objetivo de descompactá-la, ele é de suma importância no processo de análise do solo, etapa fundamental no planejamento do cultivo. 

O modelo AARP da Tatu Marchesan, por exemplo, conta com uma estrutura moderna e extra resistente que permite operar com o trator sobre terrenos não trabalhados, fora dos sulcos. Além de ter uma alta capacidade de fragmentação do solo, seu revestimento especial reduz o atrito com o solo e diminui o esforço, aumentando a resistência ao desgaste. Para completar, possui aivecas simétricas (com as duas faces cortantes), favorecendo a penetração uniforme no solo, o destorroamento e a incorporação de restos culturais.

Como pode-se notar, atualmente os arados do mercado contam com os mais diferentes adendos opcionais possíveis. A escolha sobre qual maquinário adquirir é personalizada de acordo com os requisitos do próprio terreno, possibilitando o manejo do solo do jeito mais descomplicado para o produtor. 

Semeadoras ou plantadeiras

Uma plantadeira ou máquina semeadora tem as seguintes funções básicas:

  • Armazenamento de sementes;
  • Liberação controlada de sementes;
  • Distribuição correta das sementes no terreno;
  • Preparação do leito de semeadura;
  • Cobertura das sementes;
  • Capacidade de adensar o solo ao redor das sementes.

De acordo com as necessidades de cada propriedade, mais opções podem ser encontradas entre diferentes modelos, com o estilo de distribuição das sementes podendo ser um dos pontos a se considerar na hora de decidir entre elas. 

A plantadeira COP FLEX da TATU, por exemplo, possui controle de ondulação permanente que garante o acompanhamento das variações existentes na topografia do solo. Desse modo, a deposição das sementes ocorre sempre na profundidade correta. Você pode conferir mais sobre essa máquina no curso específico sobre ela!

Pulverizadores

Pulverizar é o ato de distribuir uma substância líquida em pequenas partículas. Na agricultura, essa mistura líquida é formada pela diluição de produtos agroquímicos, nutrientes ou fertilizantes de uma maneira geral, chamada comumente de “calda”. Em terras de grande extensão, pode ser que a pulverização ocorra por via aérea. Entretanto, em todos os outros tamanhos de terrenos, ela é realizada por terra com o auxílio do maquinário, como os produzidos pela Jacto.

Os pulverizadores são uma das principais máquinas de trabalho no campo por possibilitarem ao produtor um alto controle e precisão do produto que está sendo aplicado. Diferentes modelos e sistemas operacionais disponibilizam inúmeros dados sobre o processo em tempo real, permitindo ajustes e personalizações de acordo com a demanda da cultura em questão.

Além de garantirem a distribuição em quantidade correta e nos locais desejados, os pulverizadores são um dos principais tipos de máquinas de trabalho no campo porque, com o uso de pesticidas e outros produtos especializados, contribuem no combate a pragas, doenças, insetos e demais ameaças. Esses são grandes causadores de prejuízo nas lavouras, independentemente do tamanho, demandando atenção constante do agricultor. 

Por serem utilizados com muita frequência, requerem certos cuidados. Além da limpeza que é um processo básico de manutenção de qualquer máquina, há a regulagem e a calibração das peças. Também deve-se conferir qual a frequência recomendada pelo fabricante para a troca de cada parte. Nos pulverizadores, bicos desgastados podem gerar prejuízo, aumentando gastos e desperdiçando material, além de poder comprometer outros componentes no processo.

Uso combinado com a Internet e outras tecnologias wireless

Que a agricultura moderna faz proveito da internet, já é sabido. O uso de tecnologia sem fio no campo existe desde a aplicação do GPS, com o advento dos satélites. Na trajetória evolutiva das máquinas agrícolas, não poderia ser diferente. Softwares também podem ser de muita utilidade no campo, podendo atualizar o maquinário como mostrado no caso dos displays da Ipacol e da Otmis. 

Essa é uma tendência da agricultura de precisão, com o avanço da Internet das Coisas (IoT), que permite cada vez mais que tudo esteja interligado por sistemas operacionais sob uma mesma rede. 

A Falker, empresa parceira da AgroAcademy, fornece soluções para coleta, organização e uso de informações agronômicas com esses sistemas e equipamentos. Ela disponibiliza um curso sobre o FalkerMap para agrônomos e técnicos que trabalham em propriedades rurais, empresas do setor agrícola e instituições de ensino e pesquisa.

Outra fabricante parceira que tem curso disponível no site é a CYGNI, desenvolvedora da plataforma CYGNI-AG. Ela faz uso de imagens de satélites para identificar anomalias nos talhões e permitir inspeções de campo, amostragens e diagnósticos eficientes e de alta precisão. Sabendo utilizá-lo, o sistema provém informações que resultam em grande economia.

O maquinário destacado anteriormente são os de principal uso nas lavouras, mas ainda existem inúmeras outras máquinas agrícolas bem utilizadas no processo produtivo. A título de exemplo, podemos mencionar distribuidores de calcário e fertilizante, grades niveladoras, plataformas de colheita e escarificadores para lavouras com plantio direto (ou subsoladores para romper camadas compactadas a profundidades maiores). 

Por que é importante saber operar máquinas agrícolas?

Com todo esse conhecimento mencionado estando ao seu alcance em apenas alguns passos, é possível manter o aprendizado sobre as novidades do mercado sempre em dia. O interesse e a dedicação por parte do profissional é muito importante, fazendo com que ele se desenvolva e atinja o status de mão-de-obra de alta qualidade diante dos empregadores. 

Ser um trabalhador de ponta é um objetivo talvez óbvio, mas por que exatamente as lideranças buscam por currículos com essas características? 

A verdade é que, com o avanço da tecnologia no campo, existem algumas máquinas que demandam apenas um operadorou, até mesmo, de nenhum! Por mais que a Revolução Agrícola tenha trazido benefícios indiscutíveis, também deve-se notar que houve uma redução no número de trabalhadores.

Justamente pela diminuição na quantidade necessária de mão-de-obra, é ainda mais urgente conseguir se destacar entre os colegas de trabalho. Empregadores estão em busca daqueles que conseguem se manter atualizados com o dinâmico avanço tecnológico, portanto, dando preferência aos que sabem operar máquinas agrícolas.

E com isso a AgroAcademy pode te ajudar! No site você encontra cursos sobre vários modelos desse maquinário, de diversas marcas parceiras. Para ter acesso a todos eles, clique aqui e crie agora a sua conta gratuita!

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Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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