mão de obra qualificada no campo: como superar os desafios?

Mão de obra qualificada no campo: como superar os desafios?

26 / nov / 2019 | Deixe seu comentário

O agronegócio no Brasil vai de vento em popa. Conforme o levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), de janeiro a maio deste ano o setor teve alta de 0,68%. Todavia, embora a estabilidade dos negócios e a produtividade positiva sejam um fato, há uma realidade a ser enfrentada: a falta de mão de obra qualificada no  campo.

Quais as causas dessa escassez? E quais as soluções para o problema? Este post vai ajudá-lo a entender o que pode ser feito para superar o desafio. Vamos lá!

Quais os motivos da falta de mão de obra qualificada no campo?

Quando tratamos de analisar a questão da mão de obra, são dois os aspectos cruciais – completamente ligados um ao outro – que devem ser levados em consideração, e sobre os quais abordaremos a seguir: o êxodo rural e a mecanização.

O êxodo rural

O deslocamento da população do campo em direção aos centros urbanos não é um fenômeno recente. Foi com o desenvolvimento da Revolução Industrial a partir do século XVIII que uma grande parcela de moradores de regiões rurais começou a deslocar-se para as cidades, motivada pelas oportunidades oferecidas nas fábricas que estavam nascendo nos grandes centros europeus.

No Brasil, esse processo teve início de forma mais efetiva a partir da década de 30 do século XX, quando o governo Vargas criou políticas de estímulo à atividade industrial. Duas décadas depois, no período JK, o êxodo rural foi alavancado por conta da vinda da indústria automobilística ao país.

Segundo estudo divulgado pela Embrapa, a contribuição do êxodo rural na urbanização brasileira teve seu pico entre as décadas de 60 e 80. Embora o ímpeto migratório tenha diminuído consideravelmente nos anos 2000, o fenômeno não deixou de ser um problema social e econômico a ser enfrentado. Hoje, 84% dos brasileiros vivem nas zonas urbanas.

A migração é fruto do desejo por melhores condições de vida, melhores salários e oportunidades que, supostamente, os grandes centros têm a oferecer. Mas a intensificação do êxodo acabou também por contribuir para acentuar as adversidades estruturais, como o aumento do desemprego, dos subempregos e a marginalização.

A mecanização

A agricultura, desde suas práticas em tempos mais remotos teve de lidar com o desafio de superar os obstáculos decorrentes da ação da natureza. Por isso, desde sempre, o homem buscou aperfeiçoar-se no trabalho do campo investindo em tecnologia.

A mecanização é o fator responsável por impulsionar o agronegócio e, contraditoriamente, a fonte de dificuldades relacionadas à mão de obra. É uma faca de dois gumes: ao mesmo que a tecnologia permite a redução de pessoas envolvidas nas atividades rurais, ela exige necessariamente que os trabalhadores tenham mais qualificação técnica.

O problema, portanto, é de ordem quantitativa e qualitativa: de um lado, a população do campo encontra-se reduzida em consequência do êxodo rural; de outro, boa parte da mão de obra disponível não possui as competências necessárias para a realização das tarefas.

Além disso, há o agravante das relações trabalhistas no campo. Muitas vezes, os trabalhadores são submetidos a condições desfavoráveis ligadas à ausência de contratos ou vínculos empregatícios, levando ao aumento do número de evasões.

Como superar os desafios da mão de obra qualificada no campo?

Qual é, afinal, a chave para a questão da falta de mão de obra qualificada no campo? A resposta passa pela ideia de que o próprio produtor precisa ter a consciência de sua importância como gestor de recursos humanos.

Investir em tecnologia de ponta implica, ao mesmo tempo, a busca de profissionais qualificados e capacitados para lidar com constantes transformações.

Em outras palavras, o ponto central é o desenvolvimento de pessoas. O trabalhador rural do futuro é aquele que está inserido em programas de treinamento bem planejados, com vistas a uma real qualificação de sua performance. O treinamento é o único caminho para a capacitação profissional que, com efeito, valoriza o trabalho no campo, gera interesse por oportunidades e, enfim, contribui para atrair e manter funcionários no segmento agropecuário.

Atualmente existem diversas formas de treinamento, inclusive propostas inovadoras desenvolvidas a partir da plataforma EAD, modelo que se destaca como uma tendência relacionada à educação em todas áreas.

A Agro Academy foi criada com esse intuito e vem atuando no mercado de educação para o agronegócio com a colaboração de vários parceiros, a destacar: Jacto, Cygni, Orion, Brudden, Otmis, LS Tractor, TOPlanting, Ipacol, Indutar, JLS Máquinas e Tatu Marchesan.

Fazemos a nossa parte encontrando soluções para a qualificação da mão de obra no campo. Faça a sua: visite nosso site, conheça, estude, pratique, discuta, aprenda e siga e compartilhe nossas redes sociais!

Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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