ervas daninhas: o que são e como controlar para evitar prejuízos na agricultura e como

Ervas daninhas: o que são e como controlar para evitar prejuízos na agricultura

19 / dez / 2019 | Deixe seu comentário

Sabe-se que inúmeros fatores podem impactar as plantações. Portanto, é muito importante estar sempre vigilante a possíveis ameaças à lavoura. Dessa forma, medidas preventivas podem ser tomadas ou estratégias combativas podem ser estabelecidas logo nos estágios iniciais, aumentando as chances de eliminação do problema.

Uma das causas de prejuízos mais comuns são as ervas daninhas. Preparamos esse artigo para você aprender como proteger seu cultivo dessas invasoras e manter os níveis de produtividade elevados!

Vamos explicar tudo sobre o que são ervas daninhas, como elas podem impactar os resultados da colheita e as melhores técnicas para controlá-las. Continue lendo!

O que são ervas daninhas?

Ervas daninhas são plantas que crescem sem serem desejadas, competindo por água, luz e nutrientes com as plantas cultivadas pelo agricultor. Elas são danosas justamente por isso, atrapalhando a produtividade da lavoura. 

Por serem as primeiras a germinar em um hábitat natural, ervas daninhas são consideradas plantas pioneiras. É a partir delas que a recolonização da área começa, iniciando o ciclo de retomada da vegetação selvagem, caso o terreno continue sem cuidados.

Essa característica prova a alta capacidade de infestação das plantas daninhas. Algumas espécies podem chegar a produzir até 10 mil sementes por planta, demonstrando como o manejo dessas comunidades colonizadoras é complicado. 

Quais os impactos das ervas daninhas na agricultura?

A incidência das ervas daninhas varia em diversos fatores, desde a intensidade até a época, além da espécie. Elas são prejudiciais ao progresso das culturas por serem plantas de difícil controle e, como mencionado, disputarem com as plantas cultivadas por nutrientes, água e luz. 

As plantas daninhas também disputam por espaço, dificultando o crescimento da lavoura e atrapalhando o processo da colheita. E os impactos também atingem os resultados da plantação: sendo tão agressivas, as plantas invasoras provocam a maturação não-uniforme da safra, o que reduz a qualidade dos grãos colhidos. Além de todos esses fatores citados, uma característica bem conhecida das ervas daninhas é a de que elas servem como hospedeiras para pragas e doenças.

Assim como os efeitos causados pelas mudanças climáticas, os prejuízos da vegetação daninha são de alto impacto. Felizmente, hoje já existem soluções eficazes contra essas plantas nocivas. Veja a seguir diferentes técnicas de controle de ervas daninhas.

As melhores técnicas de controle de ervas daninhas

Antes, em culturas mais domésticas, plantas daninhas eram aquelas que não poderiam ser utilizadas como fonte de alimento, de fibra ou forragem. Com o crescimento das áreas de produção agrícola, a quantidade de ervas daninhas aumentou e se diversificou, impactando em muito as atividades rurais.

Hoje em dia, além de existirem centenas de tipos de plantas daninhas, elas possuem demandas combativas muito específicas. Antes de correr para adquirir herbicidas para exterminá-las, é preciso saber identificar corretamente qual tipo de erva daninha está atacando a lavoura. 

Tipos de ervas daninhas

Antes de tudo, vale notar que existem mais de 200 espécies de ervas daninhas conhecidas no mundo desde os anos 1980. As que serão citadas aqui servem de exemplo para a situação abordada, podendo não ser a principal maléfica de determinado cultivo. 

A identificação da erva daninha é feita através de um conjunto de fatores: leva-se em consideração não apenas o biotipo da planta que está sendo observada, mas também a planta originalmente cultivada no terreno. 

Isso porque cada plantação costuma ter sua praga específica, ou seja, que prospera no mesmo modo de cultivo e tipo de solo. Em outras palavras, simplesmente existem ervas daninhas que atuam de modo mais agressivo em certos cultivos.

Por exemplo: a Apaga-fogo (Alternanthera ficoidea), que se alastra por enraizamento, costuma atingir plantações de soja, cana de açúcar, milho, arroz, arroz irrigado e algodão. Já a Caruru (Amaranthus viridis) se alastra apenas através das sementes e costuma estar em lavouras perenes, como em cafezais, pomares e canaviais. 

Os métodos para se combater as plantas invasoras são diversos, variando de acordo com o tamanho das propriedades ou até mesmo a preferência do agricultor. Listamos as melhores técnicas de controle de ervas daninhas, confira a seguir:

1) Controle preventivo

O controle preventivo parte da ideia de antecipar a possibilidade de um ataque de plantas daninhas. Ele pode ser feito desde a seleção da área na qual se pretende cultivar, até na escolha por equipamentos, adubos, substratos, entre outros itens. 

A limpeza do maquinário e o uso de sementes certificadas também podem impedir a proliferação de comunidades infestantes. Implantar barreiras para os ventos e a água superficial das chuvas é outra medida de precaução válida.

2) Controle cultural

O controle cultural é aquele que trata sobre a escolha das espécies de acordo com a região de cultivo, a época na qual o plantio será realizado, o espaçamento entre as plantas e estratégias de tratamento do solo, como calagem, adubação e irrigação.

Existem dois estilos de controle cultural que se destacam: a cobertura sobre o solo e a rotação de culturas. O primeiro é um método de inibir o surgimento de algumas plantas daninhas que necessitam de uma maior quantidade de luz para germinar. 

Já o segundo método é essencial para o controle das pragas e contribui para que algumas espécies de ervas daninhas não criem resistência a determinado herbicida. A rotação de culturas ocorre através da semeadura direta sobre a palhada da cultura anterior, evitando com que o manejo do solo exponha as sementes danosas à superfície, não permitindo que elas germinem.

3) Controle mecânico

O controle mecânico de plantas daninhas é feito com o uso de equipamentos como a enxada (fixa ou rotativa) e cultivadores ou através do arranquio manual. Isso acontece principalmente em propriedade menores, quando não há uma demanda intensa por agilidade, que é o caso de propriedades extensas. A falta de maquinário ou a topografia do terreno também pode contribuir com o emprego desse método ao invés de outros.

4) Controle físico

O controle físico pode ser feito através da solarização do terreno, do uso do fogo e/ou de inundação. Para a solarização, é utilizada uma cobertura de polietileno transparente que aumenta a temperatura do solo. A queimada segue a mesma lógica da temperatura, enquanto a inundação eleva os níveis de umidade além do necessário. Nos três métodos, o embrião (plântula) da erva daninha é morto.

O sucesso da técnica irá variar de acordo com a quantidade de luz, o nível de umidade do solo e o tempo de permanência da cobertura aplicada.

5) Controle químico

O controle químico é o método mais tradicional entre os agricultores: ele é o manejo realizado com o uso de herbicidas. Apesar de popular, deve ser realizado com cautela, demandando atenção do profissional e um registro extenso de dados para que danos não ocorram ao terreno. 

Os produtos utilizados no manejo químico devem ser aplicados de forma rotacionada e juntos com outros mecanismos de ação e diferentes práticas de cultivo, visando favorecer o desenvolvimento e a produtividade da safra. Tudo isso tem apenas um objetivo: evitar (ou, pelo menos, retardar) possíveis resistências das ervas daninhas aos herbicidas.


As ervas daninhas são um dos maiores problemas da agricultura atual. Além da alta capacidade de proliferação, elas podem se tornar resistentes aos herbicidas caso o produto não seja bem administrado e também podem trazer com elas pragas e doenças que afetam a colheita.

Entretanto, o combate a elas é possível e, quando feito corretamente, só traz benefícios ao cultivo. Recapitulando, essas são as vantagens de se realizar o controle de ervas daninhas:

  • Evita-se perdas na lavoura;
  • Pragas e doenças são eliminadas;
  • A colheita é otimizada;
  • A proliferação de infestações é interrompida;
  • A produtividade aumenta.

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Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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