como diminuir a deriva na aplicação de defensivos agrícolas

Como diminuir a deriva na aplicação de defensivos agrícolas?

14 / dez / 2019 | Deixe seu comentário

Deriva pode ser definida como o deslocamento da calda do produto para fora do alvo a ser pulverizado. É o desvio que compromete a trajetória da gota, seja por conta da ação do vento, da evaporação ou do escorrimento.

As consequências, tanto econômicas quanto ambientais, são uma constante preocupação dos produtores e, pensando nisso, separamos neste artigo algumas sugestões de como melhor proceder para diminuir a deriva na aplicação de agroquímicos. Vamos lá?

Quais os tipos de deriva?

A deriva pode ser classificada em dois tipos:

  • endoderiva;
  • exoderiva.

Na endoderiva, as perdas são dentro da área que está sendo pulverizada. Está mais relacionada às aplicações com alto volume de calda e gotas grandes.

Na exoderiva, ocorre o deslocamento das gotas para fora da área da cultura. Está mais relacionada à utilização de gotas pequenas.

Quais fatores afetam a deriva?

De maneira geral, as principais causas da deriva estão realacionadas aos seguintes fatores:

  • condições climáticas no momento da aplicação;
  • altura/distância entre o alvo e o bico;
  • tipo de bico;
  • velocidade da aplicação;
  • composição da calda.

Como diminuir a deriva na aplicação de defensivos?

Antes de tudo,reduzir a deriva na pulverização de produtos exige planejamento. Só dessa forma é possível realizar uma aplicação consciente e com menor índice de desperdício. Nesse sentido, alguns cuidados são fundamentais para um bom desempenho:

Regulagem do pulverizador

O pulverizador deve estar regulado, o que significa a verificação dos bicos, dos filtros, das mangueiras, das barras, dos tanques e da pressão.

A correta operação dos equipamentos, implementos e acessórios deve ser cuidadosamente orientada pelas indicações sugeridas nos manuais do fabricante.

Tamanho das gotas

O tamanho das gotas é influenciada por aspectos como: tipo de bico, pressão, vazão, ângulo do jato e propriedade da solução pulverizada.

Igualmente, a escolha do tipo de bico para a aplicação é muito importante, pois é dessa forma que se define o diâmetro da gota.

Gotas finas possibilitam maior cobertura do alvo mas maior risco de deriva. As grossas resultam em menor cobertura do alvo mas também em menor risco de deriva. As médias são as mais recomendadas justamente pelas suas características intermediárias.

Condições climáticas

Enfim, outros dados devem ser considerados  para uma pulverização bem planejada: o tamanho da área a ser coberta, o tempo disponível para a realização da atividade e a previsão do tempo.

Mas quais as condições climáticas ideais para uma boa aplicação?

Basicamente, existe o seguinte padrão:

  • temperatura menor que 30°C;
  • umidade maior que 50%;
  • ventos entre 3 e 10 km/h.

Por fim, não se esqueça: utilize, sempre, equipamentos de proteção individual (EPIs). A segurança no trabalho é uma das regras para uma atividade eficaz.

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Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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