18 / out / 2019 | comments-link

Assim é que se faz. Com iniciativa da Fundação Shunji Nishimura, na cidade de Pompeia, onde a Fatec e o Senai estão acoplados, foi criada a ideia da geração de um ecossistema de inovação e desenvolvimento de negócios.

O CIESP Alta Paulista, sob a direção de Chikao Nishimura, está atuando na reunião de empresas dos setores de tecnologia da agricultura, de tecnologia para alimentação e da mesma forma tecnologia para o setor de saúde.

A Fundação Shunji Nishimura, idealizada pelo seu fundador em 1979, hoje tem 2 mil alunos por dia e se transformou no principal polo educacional de mecanização da agricultura de precisão, e de um programa único sobre big data no agronegócio, com 220 alunos sendo formados nessa disciplina que significará a enorme transição de um modelo analógico para o digital.

Em um encontro com jovens da fundação, um ângulo importantíssimo que foi debatido no encontro realizado ontem (17), na cidade de Pompeia, foi o de esclarecer que a transformação digital será acima de tudo uma resposta da tecnologia para um mundo cada vez mais analógico.

Ou seja, não será o ser humano a serviço do digital e, sim, sempre o digital a serviço do ser humano. E ao lado dos professores doutores reunidos numa diversidade de conhecimentos onde engenharia, com humanas e design se misturam ao lado da ciência da computação, fica cada vez mais evidente que entre o zero e o um, existe um infinito de possibilidades e que o mundo digital no agronegócio apenas aproximará a precisão das tomadas de decisões.

Por isso a cultura e a educação serão decisivas e determinantes para a competitividade do país nesse mundo onde os robots e os sensores nos informarão quase tudo.

A Alta Paulista, região que envolve Pompeia, Marília e cidades em torno significa um polo agroindustrial de alimentos, com empresas de elevada tecnologia em máquinas agrícolas, como a Jacto de Pompeia.

CIESP, educação e empreendedorismo na criação de um ecossistema inovativo e de desenvolvimento do empreendedorismo numa visão de cadeia produtiva. Modelo a ser imitado por todas as regiões brasileiras.

O agronegócio é o negócio do Brasil.

Por José Luiz Tejon, direto de Pompeia para Jovem Pan.

 

 


16 / out / 2019 | comments-link

Você já participou de um turn around em uma organização? Uma palavra que significa dar uma virada para salvar a empresa. Fazer orçamento base zero, sentar em cima do caixa. Cortar despesas. Em outras palavras salvar uma organização da falência prevista, caso continue suas contas a apresentar déficit entre o que fatura e o que gasta.

Situação igual a do governo brasileiro. E nada de por a culpa neste ou naquele, cabe ao governo cortar no próprio governo. Então , se você já participou de um desses turn around, morro abaixo nas despesas e nas contas, reforma,   reengenharia, etc, deve ter observado que ao mesmo tempo em que ocorre o corte nas contas, a demissão de pessoas, diminuição de níveis hierárquicos, sacrifício de ganhos do alto comando, o próprio presidente corta seu salário, retirada zero de acionistas, enquanto tudo isso acontece, em paralelo, ocorrem esforços intensivos de vendas.

Se você só cortar e não vender, não haverá corte suficiente para salvar a organização. Por isso, no atual momento brasileiro, onde estamos vivendo a necessidade, sim, de um turn around, de uma virada governamental e todo mundo depositando no ministro Paulo Guedes essa expectativa, temos por outro lado a ministra Tereza Cristina com o papel da diretora de vendas.

Porém, com todo esforço da ministra da Agricultura, nos falta um objetivo claro de orquestração das forças empresariais, agroindustriais e articuladoras de todo o sistema de todas as cadeias do agribusiness brasileiro, que transcende os poderes bem intencionados e valorosos da nossa ministra Tereza Cristina.

O agronegócio pode salvar o PIB do país, mas isso vai depender de esforços conjuntos , da iniciativa privada com o governo juntos. Quatro trilhões de reais, dobrar o tamanho do agro nacional, um mantra a ser repetido, como Juscelino o fez com 50 anos em 5, precisamos e podemos dobrar o agro nacional, desde que a agroindústria de alimentos, bebidas, Renovabio, bioeconomia e todas as cadeias produtivas estejam motivadas e minimamente orquestradas para isso.

E tudo isso começa na base agropecuária tropical do país, do abacate até a vagem e o zinco das carnes. Produtoras e produtores rurais à base dessa riqueza que se espraia para todos, nas cidades. Turn around geral. Sem objetivo e plano comercial, não se salva o PIB nacional.

O agro pode dobrar de tamanho, R$ 4 trilhões.

 

Fonte: José Luiz Tejon para Jovem Pan.

15 / out / 2019 | comments-link

Decreto publicado na quinta-feira dia (10) no Diário Oficial institui a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital.

O órgão é de caráter consultivo e atuará no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com o objetivo de promover o desenvolvimento da agricultura de precisão e digital no país.

Este tipo de agricultura prioriza o uso da tecnologia para planejar a produção agropecuária a fim de reduzir custos, aumentar a produtividade e diminuir os impactos socioambientais.

O decreto estabelece que compete à comissão difundir a importância da agricultura de precisão e digital para o desenvolvimento agropecuário e para a promoção da sustentabilidade socioambiental; além de apoiar programas de atualização profissional, treinamento e capacitação; incentivar a implementação de políticas públicas e identificar as demandas e as tendências do setor, entre outras atribuições.

A Secretaria-Executiva da Comissão será exercida pelo Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do MAPA.

Também farão parte da comissão integrantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de representantes de várias instituições do setor agropecuário e de áreas relacionadas à tecnologia, informática, pesquisa, assistência técnica, indústria automotiva, eletrônica e de insumos.

 

Fonte: Dourados Agora.

14 / out / 2019 | comments-link

A primavera chegou e junto com ela acontece a floração dos cafezais brasileiros, que se iniciou em setembro, e percorre até o mês de novembro. Além da beleza e do delicado perfume, o período é uma das etapas mais importantes do ciclo da cultura, pois é o momento que definirá o potencial produtivo do cafezal.

O volume e a uniformidade da florada são fatores extremamente decisivos para a produtividade, já que as flores dão origem ao fruto, e consequentemente, ao grão. Dessa forma, quanto maior a quantidade de flores produzidas pela planta, maior será o rendimento no bolso do produtor no fim da safra.

Para que a florada se converta em ganhos, são necessários alguns cuidados especiais, por exemplo, o manejo nutricional complementar. De acordo com o engenheiro agrônomo, Jefferson Ricardo da Costa, um fator determinante no pegamento da florada é a nutrição adequada, aliada a proteção do cafezal. Uma das opções mais eficientes no mercado atualmente é o fertilizante Aminofosfito de Cobre, solução da Ubyfol.

A tecnologia exclusiva une a velocidade de absorção dos aminoácidos e a elevada translocação dos fosfitos dentro da planta, mais a ação protetiva e nutricional do elemento Cobre. “O grande diferencial desse produto é que, além do poder nutricional, ele oferece também um efeito fúngico, atuando na prevenção de algumas doenças. Isso contribui com a formação de uma florada mais sadia e livre de patógenos, resultando em uma melhor produtividade”, destaca Costa.

O tema foi assunto da pesquisa realizada pelo profissional e apresentada no último ano no Congresso Brasileiro de Cafeicultura.  Segundo ele, o estudo sobre o Aminofosfito de Cobre associado aos principais fungicidas do mercado, visando melhorar a eficiência do manejo fitossanitário, apresentou resultados relevantes. “O uso do Aminofosfito de Cobre em conjunto com as aplicações de fungicida resultou em maior eficiência de controle de doenças, além de auxiliar na vida útil dos ativos dos defensivos, evitando casos de resistência de patógenos” disse.

Ainda na fase de floração, além do manejo nutricional complementar, o agricultor deve se preocupar com o manejo do solo. Fatores como o índice de água disponível no solo, e o teor de micronutrientes são determinantes para o sucesso da lavoura. No caso da nutrição, um elemento que merece destaque é o boro, já que ele atua diretamente no pegamento floral, determinante para o sucesso da lavoura, como explicado anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo, para complementar a adubação de solo e corrigir as deficiências mais críticas, outra solução importante é o fertilizante Axis. O produto, que concentra os três macronutrientes exigidos em maior concentração pelas plantas (nitrogênio, fósforo e potássio), tem formulação líquida de alto desempenho no cultivo. “O Axis é um produto de fornecimento de energia rápida para a planta, que é importante em todas as fases do cafeeiro. Promove também a recuperação de anti-stress ocasionados por altas temperaturas, ataque de patógenos ou fertilidade do solo”, afirma.

Cuidados continuam

O manejo nutricional deve ser feito durante todo o ano e em todos os ciclos da planta, pois são esses importantes detalhes que vão impactar no aumento da produtividade no fim do ciclo. De acordo com Vinícius Vieira Cunha, RTV da Ubyfol e engenheiro agrônomo, o grande desafio hoje é conscientizar os produtores de que a planta precisa de elementos específicos em cada fase fenológica. “No pós-florada, por exemplo, indica-se um mix de nutrientes para o crescimento vegetativo, como o Boro e Fósforo que atuam, inclusive, para a indução de resistência”, diz.

Ainda segundo o profissional, na fase de maturação é preciso priorizar nutrientes que visam a melhoria de qualidade e peso dos frutos.  “No Pós-colheita temos que realizar o manejo nutricional complementar visando a diminuição do estresse e cicatrização das plantas ocasionados pela colheita”, acrescenta.

Desafios a se superar

O atual cenário da cafeicultura tem muitos desafios a serem superados. Um deles são os preços baixos, somados à escassez de mão de obra qualificada, que é um dos fatores mais preocupantes, pois eleva os custos de produção. Além disso, não podemos nos esquecer do clima.

De acordo com Cunha, o café da variedade Arábica, por exemplo, além dos fatores citados acima, apresenta constantemente ataque de pragas e doenças. “Existem variedades que são tolerantes, mas o manejo muda de acordo com as condições de cada variedade. Para isso, temos que trabalhar com análise de solo e folha que possibilitam adequar os níveis nutricionais, minimizando os ataques das pragas e doenças, pois em plantas mal nutridas há uma incidência maior de enfermidades, independente da resistência”, destaca.

Atenção aos detalhes

Para o engenheiro agrônomo Paulo de Tarso Leite, RTV da Ubyfol, para o produtor obter a tão sonhada produtividade média acima dos três dígitos, é preciso adotar um manejo extremamente tecnificado. Além de um bom preparo do solo, é necessária uma seleção minuciosa de clones com altos potencias produtivos, resistentes às doenças e pragas, e mais tolerante às intempéries.

Aliado a este manejo, é fundamental adotar uma nutrição balanceada com macro e micronutrientes, obedecendo sempre a marcha de absorção da cultura, combinado com um bom manejo de podas e irrigação.  “No caso do café Conilon, por exemplo, já há uma resposta positiva aos investimentos, e a variedade tem expressado cada vez mais o seu potencial genético, alcançando assim altas produtividades”, finalizou Leite.

 

 

Fonte: Revista Rural

11 / out / 2019 | comments-link

O parlamento austríaco aprovou na quarta-feira, 18 de setembro, uma moção rejeitando a proposta de um pacto de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

Com essa ação dos deputados, o novo governo austríaco, que será eleito no final desse mês, vai ter que votar contrariamente ao pacto europeu com o Mercosul. E essa decisão, dizem os austríacos, foi tomada a partir da postura brasileira sobre a situação na Amazônia.

Enquanto isso, precisamos mesmo é da ação dos empresários brasileiros na busca de negócios independentemente de governos, pois a concorrência é acentuada.

 

Não interessa nada aos produtores europeus passar a receber produtos agropecuários do Mercosul, incomodando profundamente suas zonas de conforto.

Por outro lado, temos aliados e alianças, exatamente nos setores europeus, que também querem vender mais para nossos países.

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem sido a melhor representante oficial para esse assunto. No início de outubro, ela irá para Genebra, Alemanha e China.

Com ela ao lado dando oficialidade as nossas iniciativas comerciais, e com as classes empresariais a iniciativa privada e nossas cooperativas ativas, podemos sim ampliar nossos negócios e incentivar o comércio, fator único, vital e essencial para o PIB do Brasil crescer.

Se o PIB do Brasil não crescer, além da depressão e recessão, cresce a infelicidade e com chances tenebrosas de jovens brasileiros, principalmente da base da pirâmide, serem atraídos pela ilegalidade e pelo crime… e aí não adianta armar a população.

O agronegócio brasileiro tem condição de dobrar de tamanho e ser essencial na estratégia do crescimento do PIB do país, e assim criar emprego legal para a civilização.

A Áustria não quer o acordo UE-Mercosul, mas devemos perseguir e partir pra cima dos empreendedores que querem fazer o comércio, nos dois blocos.

 

Fonte: Agro Superação – José Luiz Tejon

10 / out / 2019 | comments-link

A produtividade é o principal fator de estímulo ao crescimento da agropecuária brasileira nos últimos 43 anos. No período de 1975 a 2018, o setor cresceu, em média, 3,36% ao ano. Essa taxa é superior à de países como Argentina, Austrália e China. A média histórica dos Estados Unidos (1948-2015), por exemplo, é de 1,38%.

O estudo da Produtividade da Agricultura Brasileira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra que o produto da agropecuária teve incremento de 3,81% e o de insumos, 0,44%, no período analisado.

Os ganhos de produtividade vieram, principalmente, dos investimentos em pesquisa, da adoção de novos sistemas de produção, das melhorias em infraestrutura, incluindo estradas e escoamento da produção para o exterior por portos do Norte do país e aumento da capacidade portuária de Paranaguá (PR) e Santos (SP), e instrumentos adequados de política agrícola.

De acordo José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, a melhoria da produtividade no campo está associada, em especial, à mão de obra mais qualificada e à eficiência no uso de máquinas e implementos, com ganhos de qualidade e treinamento para a realização das operações. A produtividade nos anos recentes, principalmente, no período 2000-2009, teve um desempenho considerado favorável, de 3,8% ao ano e o produto, 5,18% a.a.

No entanto, nos últimos cinco anos (2014-2018), o crescimento desacelerou devido a fatores climáticos, como secas que afetaram principalmente a produção de grãos. Destacam-se os anos de 2016 e 2018, quando as safras de arroz, milho e algodão foram fortemente afetadas. O desempenho econômico foi outro fator que forçou o baixo crescimento.

“É possível que a produtividade desse período também foi afetada pela complexidade associada a uma escolha ótima de insumos. Isto também pode ser aceito sabendo que esse período [2014-2018] foi um período difícil de uma maneira geral, inclusive pelo baixo crescimento da economia brasileira nesses anos”, explica Gasques.

O estudo foi atualizado e incorpora informações preliminares do Censo Agropecuário 2017, informações das pesquisas anuais do IBGE – Produção Agrícola Municipal e Pesquisa da Pecuária Municipal, o que permite maior precisão das estimativas.

O coordenador ainda destaca que as estimativas são feitas com base na Produtividade Total dos Fatores (PTF), que é a relação entre o produto da agropecuária (lavouras perenes e temporárias, a produção animal, leite, mel, seda e casulo, além dos abates de animais bovinos, suínos e de aves) e os insumos (mão de obra, terra de lavoura e de pastagem, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos). O índice é abrangente e permite a comparação dos índices de produtividade entre países.

O estudo teve a participação da Secretária de Política Agrícola do Mapa, da Embrapa, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e uso de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).

 

Fonte: Revista Rural

9 / out / 2019 | comments-link

CARNES: TENDÊNCIAS DOS MERCADOS POR SEGMENTOS

 

 

 

 

Em São Paulo, o preço do boi gordo registra alta de 2,6% nos últimos 30 dias, acumulando valorização nominal de 5,1% nos últimos 12 meses.
Mesmo com forte da demanda por parte da China, uma alta consistente do preço do boi no Brasil depende do crescimento do consumo doméstico.
Apesar de um crescimento estimado de 15% nas exportações brasileiras em 2019, o abate de bovinos no Brasil cresceu apenas 2,7% este ano, por causa da demanda interna estagnada.
Além disso, os custos de produção aumentaram, puxados pela alta dos preços do bezerro.

As exportações de carne bovina (in natura e processada) recuaram 17,8% em setembro/2019, em relação ao mesmo mês de 2018, caindo para 123,7 mil toneladas.
No acumulado deste ano, entre janeiro e setembro, as exportações de carne bovina in natura cresceram 10,2%
em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 1,058 milhão de toneladas.
A tendência é de preços firmes, com viés altista, para os preços do boi gordo no curto prazo, em decorrência da
oferta restrita de boiadas nas regiões pecuárias do País e da expectativa de demanda externa aquecida nos próximos meses, mas de relativa estabilidade para as cotações da carne bovina no atacado.

 

 

BOI GORDO: PREÇOS AO PRODUTOR SÃO PAULO EM R$/ARROBA PRAZO 30 DIAS

 

 

 

 

As cotações do frango vivo registram estabilidade nos últimos 30 dias, mas ainda acumulam uma expressiva elevação de 18,3% em 2019.
No atacado de São Paulo, o frango resfriado está cotado, em média, a R$ 4,56/Kg, acumulando uma retração de 1,1% nos últimos 30 dias, mas com alta nominal de 7,3% nos últimos 12 meses.
O enfraquecimento da demanda doméstica tem pressionado os valores da carne de frango em nível de atacado, especialmente os dos cortes, diante da expansão da oferta, já que a produção de pintos de corte cresceu 6,5% no acumulado deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações de frango in natura sofreram forte recuo de 10,9% em setembro/2019 em relação ao mesmo mês
do ano anterior, caindo para 298,6 mil toneladas – essa é a segunda queda mensal consecutiva dos embarques.
Entretanto, no acumulado deste ano, entre janeiro e setembro, as vendas externas de frango in natura somam 3,083 milhões de toneladas, incremento de 10,4% ante 2,793 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2018.
A receita das exportações de frango in natura no acumulado deste ano, entre janeiro e setembro, atinge US$ 4,827 bilhões, 12,9% acima dos US$ 4,274 bilhões do mesmo período de 2018.

 

 

FRANGO VIVO: PREÇO AO PRODUTOR X CUSTO DE PRODUÇÃO NA REGIÃO SUL EM R$/KG VIVO

 

 

 

 

FRANGO RESFRIADO: PREÇOS NO ATACADO EM SÃO PAULO – R$/KG

 

 

 

 

Os preços do suíno vivo registram forte alta de 5,5% nos últimos 30 dias, acumulando uma expressiva elevação de 36,5% em 2019.
No atacado de São Paulo, a carcaça especial suína está cotada, em média, a R$ 7,40/Kg, com um forte aumento de 16,4% nos últimos 30 dias e ganho nominal de 25,2% nos últimos 12 meses.
Há uma intensificação das compras de suínos para abate por parte de grandes integradoras, devido à expectativa de incremento nas exportações da proteína à China, o que está impulsionando os preços do suíno vivo, que atingiram o maior patamar do ano neste início de outubro.

A China continua sofrendo com os impactos da Peste Suína Africana (PSA), tendo em vista que a oferta doméstica de carne caiu drasticamente – situação que não tem previsão para se normalizar – o que mantém aquecido o mercado internacional suinícola, com os grandes volumes de carne suína comprados pelo país.
As exportações de carne suína in natura cresceram 3,5% em setembro/2019 em relação ao mesmo mês do ano
anterior, atingindo 49,8 mil toneladas.
No acumulado deste ano, entre janeiro e setembro, as vendas externas de carne suína in natura registram uma
alta expressiva de 14,5%, para 453,6 mil toneladas, ante 396,1 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

 

 

SUÍNO VIVO: PREÇO AO PRODUTOR X CUSTO DE PRODUÇÃO NA REGIÃO SUL EM R$/KG VIVO

 

 

 

 

CARNE SUÍNA: PREÇOS NO ATACADO EM SÃO PAULO – R$/KG

 

 

 

 

Fonte: Carlos Cogo

 

4 / out / 2019 | comments-link

As usinas do Centro-Sul do Brasil do Brasil processaram 47,815 milhões toneladas de cana na 2ª quinzena de agosto da safra 2019/2020, 9,8% acima do mesmo período da safra passada.

No acumulado da safra iniciada em 1º de abril, o processamento atingiu 398,286 milhões de toneladas, alta 1,1% sobre mesmo período da safra 2018/2019, quando foram processadas 393,742 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Com 70% da safra concluída, houve crescimento da produtividade agrícola de 5% de abril até agosto, pois, apesar do canavial envelhecido, o clima ajudou no desenvolvimento da lavoura.

 Na 2ª quinzena de agosto de 2019, 63,45% da oferta total de cana-de-açúcar foi destinada ao etanol e apenas 36,55% para a fabricação de açúcar.

No acumulado da safra 2019/2020, foram produzidos 0,610 bilhões de litros de etanol, leva alta de 0,1% sobre

o mesmo período da safra passada.  No acumulado da safra 2019/2020, foram produzidas 17,791 milhões de toneladas de açúcar, queda de 4,8% ante o mesmo período de 2018/2019. No acumulado da safra 2019/2020, o teor de sacarose está em 133,30 Kg de Açúcar Total Recuperável por tonelada processada, queda de 3,4% sobre 2018/2019.

 

No atacado de São Paulo, a tendência é de preços sustentados, com o Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ (cor Icumsa de 130 a 180) oscilando ao redor dos R$ 60 por saca de 50 Kg.

No últimos 30 dias, o preço médio do açúcar cristal no atacado de São Paulo registra uma leve alta de 1,6%, mas com recuo nominal de 3,5% em 1 ano.
Na atual temporada 2019/2020, o mix de produção das usinas do Centro-Sul é de 42,1% para o açúcar e os restantes 57,9% para a fabricação de etanol.

As vendas internas remuneram 13,3% a mais do que as vendas externas de açúcar.Na Bolsa de Nova York, as cotações do açúcar seguem abaixo dos 11 centavos de dólar por libra-peso, com pressão vinda da maior oferta global no curto prazo e do dólar elevado em relação ao Real, situação que estimula as exportações brasileiras de açúcar.
No médio e longo prazo, a tendência é de reação gradual dos preços globais, com projeção de déficit no balanço mundial, estimado em 5,5 milhões de toneladas no ciclo 2019/2020 – que se inicia em outubro/2019 – devido às
quebras previstas para a safra da Índia.
Os preços do petróleo serão decisivos para possibilitar a reação das cotações do açúcar, diante dos recentes conflitos geopolíticos que afetam a produção petrolífera.

O etanol hidratado FOB usinas de São Paulo está cotado, em média, a R$ 1,6941/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), acumulando uma baixa de 2,9% nos últimos 30 dias, enquanto o anidro está cotado a R$ 1,8445/litro (sem PIS/Cofins), com baixa acumulada de 5,2% no mesmo período.
Em 12 meses, o etanol hidratado FOB usinas acumula uma alta nominal de 1,8%, enquanto o anidro subiu 0,7% neste mesmo período.

O suporte dos preços do etanol hidratado vem da manutenção do interesse comprador e do anidro, do aumento expressivo da comercialização do mesmo nas últimas semanas.

Em relação à paridade de preços, o etanol anidro segue remunerando mais que o hidratado, em 2%, e, em termos
de remuneração entre produtos, o açúcar remunera 12% mais que o anidro e 14% mais que o hidratado.
Em São Paulo, a relação entre os preços do etanol e da gasolina C nas bombas está ainda bastante vantajosa,
em 64,4%, com médias de R$ 4,08 por litro para a gasolina C e de R$ 2,626 por litro para o etanol.

Os estoques totais de etanol no País na safra 2019/2020 de cana-de-açúcar, iniciada em 1º de abril, atingiram
7,702 bilhões de litros em 31 de agosto, 20% menor que os 9,629 bilhões de litros no acumulado dos mesmos
cinco meses da safra 2018/2019.

USINAS: CENÁRIOS PARA 2019/2020

O setor sucroenergético deve ficar ainda mais desigual na safra 2019/2020, já que as usinas que estão em boa situação devem seguir dessa forma e as que estão em más condições vão piorar.
A expectativa é de que, em 2019/2020, haja pouca alteração na alavancagem das usinas, estabilidade no câmbio e algum incremento na moagem.
As usinas em recuperação judicial devem seguir nessa situação, e as que reestruturaram suas dívidas provavelmente reestruturarão novamente, sendo que a maior parte das usinas que estão em recuperação judicial são de pequeno porte.

Além disso, as usinas em estresse financeiro costumam estar fortemente afetadas por condições climáticas adversas por período prolongado, ter baixa flexibilidade de produção (foco alto em etanol ou açúcar), alta
exposição ao dólar, entre outras características.
As usinas menos endividadas no Centro-Sul do Brasil podem aumentar sua capacidade de moagem em 89 milhões de toneladas se aumentarem suas despesas de capital (Capex), considerando uma amostra de unidades da região que têm alavancagem (relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) menor do que 3,5 vezes (nível aceitável de alavancagem em momento de investimento).

Fonte: Carlos Cogo

http://www.carloscogo.com.br/

19 / set / 2019 | comments-link

Com os números consolidados da safra 2018/2019, o oeste da Bahia se mantém em posição de destaque nacional quando o assunto é a produção agrícola. A soja, carro-chefe da região, alcançou a segunda melhor média de produtividade da história: 56 sacas por hectares. O número equivale a uma produção total superior a 5,3 milhões de toneladas da oleaginosa.

Com 97% da área colhida, o algodão, segunda maior cultura da região, também teve excelente desempenho. A produtividade teve leve queda, saindo de 315 para 300 arrobas por hectare, se comparadas as safras 2017/2018 com a de 2018/2019. No entanto, o aumento da área de plantio interferiu diretamente no volume produzido, passando de 1,2 milhão para aproximadamente 1,5 milhão de toneladas. Considerado o ouro branco da Bahia, o algodão projetou o Estado nacionalmente, colocando o município de São Desidério na liderança da produção da fibra.

A boa notícia animou tanto os cotonicultores que as perspectivas para a próxima safra surpreenderam até mesmo os membros do Conselho Técnico da Aiba. Para o próximo ciclo, espera-se um aumento de 5% da área plantada, saindo de 331 mil hectares para mais de 347,5 mil hectares, sem que necessariamente haja a retração da área da soja, que também deve registrar uma ampliação mais modesta, na casa do 1,3%.

“Os números não divergem do que os levantamentos anteriores já vinham apontando. E os resultados desta safra se devem, sobretudo, à persistência do produtor rural, que mesmo após alguns ciclos com problema de estiagem não desistiu de plantar. Aliado a isso houve investimento em tecnologia. Para a próxima safra, havendo boas condições climáticas e distribuição de chuvas, o oeste mantém o seu patamar de produção e produtividade, confirmando a sua vocação agrícola”, é o que prevê o assessor de agronegócio da Aiba e membro do Conselho Técnico, Luiz Stahlke.

Ainda segundo dados do Conselho, o milho, terceira principal cultura da região, cuja destinação é o mercado interno, especificamente o do Nordeste, teve produtividade de 140 sacas por hectare. Cultivado em uma área de aproximadamente 150 mil hectares, o cereal contabilizou cerca de 1,3 milhão de toneladas – um bom resultado, apesar do clima desfavorável, já que esta foi a cultura que mais sofreu com a estiagem. Devido ao alto custo de produção e liquidez do milho, houve uma retração de área plantada comparada à safra anterior. No próximo ciclo, a área cultivada com o grão deve permanecer os 150 mil hectares atuais. Contudo, devido ao investimento em tecnologia e irrigação, a produtividade tem potencial de atingir 180 sacas.

Com o final de mais uma colheita, o produtor rural deve ficar atento aos prazos do vazio sanitário. O vazio da soja teve início no dia 1 de julho e será finalizado no dia 7 de outubro. Já o algodão, devido à prorrogação da colheita e destruição de soqueira autorizada pela Agência de defesa Agropecuária da Bahia (Adab), terá o vazio sanitário no período de 30 de setembro a 30 de novembro. Somente após essas datas é que se pode iniciar o plantio do próximo ciclo.

O Conselho Técnico é formado pelos representantes da Aiba, Abapa, Abacafé, Fundação BA, Sindicato de Barreiras, Sindicato de LEM, Sandias, Aprosem, Aciagri, Cargill, Bunge, Cooproeste, CREA, IBGE, Bahiater, Adab, Conab, BNB, Banco do Brasil, Louis Dreyfus, ADM, Multigrain, Noble.

Fonte: Ascom Aiba