agricultura do futuro: o nos espera

Agricultura do futuro: o que nos espera

23 / dez / 2019 | Deixe seu comentário

O futuro já é hoje, embora nem todos se deem conta disso. A revolução tecnológica tem esta característica: constantes atualizações que vão, sutilmente, sendo adotadas pelas pessoas e, de repente, percebe-se que a vida sem tais ferramentas já não tem muita graça, pois elas passam a dar um novo sentido a nossos próprios modos de viver. A agricultura do futuro também já chegou. E, com efeito, ainda há muita coisa por vir.

No artigo de hoje, iremos abordar as tendências e perspectivas relacionadas ao trabalho no campo. O que esperar das novas tecnologias aplicadas à agricultura? Afinal, o que ainda vem por aí? Vamos ver!

Agricultura de precisão

A revolução agrícola dos tempos modernos está diretamente ligada às tecnologias digitais, personificada no que se convencionou chamar agricultura de precisão (AP).

A AP pode ser definida como um sistema de práticas de administração das informações do campo, que utiliza tecnologias principalmente para o auxílio na análise de dados, mapeamento, sensoriamento, automação, com vistas ao aumento da produtividade, à melhora da qualidade e à diminuição dos custos e dos desperdícios na lavoura.

Embora já comumente adotada, inclusive em pequenas propriedades rurais pelo Brasil afora, a AP tem um vasto horizonte a ser percorrido em atividades como preparação e análise do solo, plantio, colheita, pulverização e regulagem de equipamentos, só para ficar em alguns exemplos. A seguir, vamos destacar aquilo que – de uma forma ou de outra – já é realidade no campo, mas que oferece expectativas de avanços significativos para um futuro bem próximo. Em suma, falar em agricultura do futuro é falar em inteligência artificial.

A Inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) é a base de toda a revolução digital que está em plena ascensão no agronegócio. Ela promove, além de tudo, uma reconfiguração na abordagem em relação à área produtiva, que passa a ser analisada metro a metro em suas especificidades, ao invés de ver a propriedade como algo homogêneo, como faz o modelo convencional.

Com isso, pode-se gerenciar de forma precisa as necessidades de insumos para cada talhão. O resultado é refletido tanto na melhora da produtividade quanto na economia de gastos. Também, passa a ser uma aliada fundamental na previsão de pragas, bem como torna-se a ferramenta decisiva para a prática de uma agricultura sustentável, tão necessária neste contexto de problemas ambientais enfrentados pelo planeta.

Os dados

Basicamente, a contribuição da inteligência artificial para a agricultura diz respeito à capacidade de monitoramento, levantamento e análise de dado de forma precisa e rápida.

Dentro desse universo, estão o GPS, os sensores, o Big Data, a Internet das Coisas (IoT), a telemetria e as máquinas autônomas.

Em princípio, a inteligência artificial possibilita a percepção do ambiente e, conforme protocolos e metas preestabelecidos, atua racionalizando, categorizando e prevendo resultados dentro daquele ambiente. Assim, essas ferramentas trazem uma contribuição absolutamente inovadora na coleta de informações em tempo integral, monitorando as condições do solo, a saúde da planta, a umidade, a temperatura etc.

A quantidade de dados gerados é gigantesca, o que dá ao produtor um domínio global sobre sua cultura. Os algoritmos fazem o processamento que servirá para a previsão de resultados e, consequentemente, influenciará no desempenho nas colheitas.

As máquinas autônomas

Outra tecnologia que está predestinada a fazer parte da agricultura do futuro é o desenvolvimento de veículos agrícolas autônomos (VAA). Trata-se de mecanismos motorizados, fundamentalmente tratores, guiados por GPS, sensores e câmeras, sem a necessidade de um operador dentro da cabine.

Os veículos autônomos são capazes de trabalhar com grande precisão, segurança e eficiência nos processos de semeadura, adubação, pulverização e colheita. É uma tecnologia que muito em breve estará disseminada nas propriedades rurais de pequeno, médio e grande portes em todo o Brasil.

Nessa categoria, podemos incluir os VANTs, veículos aéreos não tripulados. Aqui, os drones ganham destaque, tanto nas tarefas de mapeamento quanto nas operações de pulverização. Nesta, particularmente, mostram-se de grande utilidade pela capacidade de atingir locais que, com outras técnicas, seriam inviáveis.

A Biotecnologia

A biotecnologia é um conjunto que técnicas que atuam na obtenção ou na modificação de organismos vivos. São conhecimentos extremamente avançados que se desenvolveram com a microbiologia, a biologia molecular e a engenharia genética.

Aplicada à agricultura, a biotecnologia vem sendo utilizada sobretudo para a produção de alimentos geneticamente modificados (AGM), mais conhecidos como transgênicos, criados a partir de modificações feitas no DNA dos organismos.

Os objetivos das alterações genéticas são, desde tornar as plantas mais resistente a pragas até possibilitar que elas tenham maior teor nutricional. Em última análise, os transgênicos têm o intuito de proporcionar vantagens econômicas, além de diminuir a necessidade de ampliação da área e propiciar a preservação da biodiversidade.

Porém, o assunto é polêmico e não faltam debates que colocam em discussão a questão da segurança alimentar da humanidade diante da manipulação genética de alimentos. Quais os limites que devem existir? Na verdade, é uma pergunta que está longe de ser respondida.

As pessoas

Não há como falar em tecnologias avançadas no campo sem considerar a gestão de pessoas. A agricultura do futuro tem como demanda a formação de uma mão de obra qualificada, que tenha a expertise de lidar com todas exigências que são colocadas em jogo.

Para isso, aos poucos, as propriedades necessariamente vão ter de se enquadrar no conceito de empresas rurais, distanciando-se do modelo que aborda a solução dos problemas sob a ótica da improvisação. Desse modo, um gestor de fazendas, em sua visão geral do negócio, deve dar atenção especial aos recursos humanos, ao permitir que seus funcionários fiquem aptos a operar equipamentos e softwares de alta precisão, assim como oferecer condições – por meio de treinamentos – para que estejam engajados e motivados no negócio.

A fim de contribuir com essa meta, a Agro Academy tem a missão de unir o fabricante, o gerente da propriedade e o operador. Queremos tornar possível, pela via da educação, que aqueles três elementos entrem em sintonia em benefício do agronegócio. Conheça nossos cursos e faça parte desse projeto!

Rodrigo Loncarovich é CEO da Agro Academy.

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